quarta-feira, 29 de agosto de 2018

MADRASTA E PAI LUTADORES DE MMA CONFESSAM TER MATADO BEBÊ PISOTEADO


Cerca de uma semana após a morte de um bebê de 1 ano e seis meses, ocorrida na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, a madrasta do menino confessou tê-lo pisoteado. A motivação para a agressão, segundo a Polícia Civil, seria o choro incessante do garoto. A jovem de 21 anos e o pai da criança, de 25, foram presos no mesmo dia em que o crime ocorreu.
Segundo a corporação, Jéssica Leite Ribeiro contou que estava em casa com o menino depois que o pai dele saiu para trabalhar. O garoto chorava por estar com prisão de ventre e ela começou a apertar a barriga dele com a mão. Na sequência, disse ter pisado na barriga da criança, e em outras partes do corpo, com força. Apesar disso, relatou não ter a intenção de matá-lo. Ela ainda inocentou o marido e pai do bebê, Joel Rodrigo Avalo Santos.
Lutadora de MMA, Jéssica afirmou que tudo ocorreu em meio a muito estresse. Segundo a jovem, o fato de ser nova e ter que cuidar de duas crianças que não são filhos dela, junto com brigas entre ela e o marido, motivaram o momento de fúria que terminou com a morte do enteado. Por conta das agressões, o bebê sofreu fraturas na costela e teve o fígado perfurado.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado até a residência do casal. No entanto, quando a equipe de resgate chegou ao local, o menino já estava morto. A madrasta e o pai demoraram 1 hora para acionar o socorro. Eles foram levados para uma delegacia onde prestaram esclarecimentos. Depois, foram detidos por maus-tratos e já indiciados.
Além de lutar MMA, assim como o marido, Jéssica trabalhava como atendente de farmácia. O pai do bebê também dividia o tempo entre a luta e a rotina como padeiro. Em nota, a Polícia Civil explica que Joel vai responder por maus-tratos e Jéssica pelos crimes de maus-tratos e homicídio qualificado por motivo fútil, que dificultou a defesa da vítima. Para as autoridades, marcas encontradas no corpo do bebê apontam que ele pode ter sido agredido em situações anteriores.
A mãe do garoto morto, e do irmão dele, possui medida protetiva contra Joel e Jessica. Ela disse, em entrevista para a TV, na porta da delegacia, que nunca notou comportamento agressivo do casal com os filhos e que quer justiça.


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